Metodologia do Passport Reports
Como são produzidos os rankings de passaportes, os dados de visto e as comparações de mobilidade global
Esta página apresenta o conjunto de regras usado em relatórios de países, páginas de requisitos de visto, rankings continentais e hubs regionais e temáticos.
OBJETIVO, ABORDAGEM E UNIDADE BÁSICA DE AVALIAÇÃO
O Passport Reports não reduz a força de um passaporte a um número que apenas soma destinos acessíveis. O objetivo é mostrar, por meio de um sistema claro, coerente, justo e verificável, a que destinos os titulares de passaportes comuns podem viajar e sob quais condições de entrada.
Por essa razão, a classificação do Passport Reports baseia-se num modelo de dados com várias etapas, que combina informação global de viagens de nível profissional, investigação interna, confronto com fontes oficiais, acompanhamento de alterações e revisões regulares. Uma informação encontrada numa única fonte não é transferida diretamente para a classificação. Cada regra de entrada é analisada de acordo com a sua aplicação real e natureza jurídica antes de ser convertida numa categoria padronizada.
Algumas metodologias consideram apenas o número total de destinos acessíveis e não distinguem a qualidade do acesso entre passaportes com a mesma pontuação. Outras aproximam os vistos eletrónicos emitidos rapidamente do acesso sem visto. Há ainda sistemas que utilizam indicadores sem ligação direta com a mobilidade internacional, como desenvolvimento económico, qualidade de vida, população ou reputação do país.
O Passport Reports não utiliza esses critérios. A posição depende exclusivamente das condições reais de entrada associadas ao passaporte; dimensão económica, influência política, população, nível de rendimento, desenvolvimento humano ou prestígio internacional não alteram a classificação. Esta abordagem protege a transparência metodológica e garante uma comparação justa entre países. A aplicação dos mesmos critérios a todos os passaportes torna os resultados mais coerentes, explicáveis e auditáveis. Também evita distorções causadas por fatores externos e impede que os direitos reais de acesso sejam apresentados como superiores ou inferiores ao que efetivamente são. As mesmas regras de classificação, verificação e cálculo são aplicadas igualmente a todos os passaportes.
A unidade básica de avaliação é uma rota de viagem num único sentido. Cada registo representa uma viagem de curta duração com passaporte comum desde um país emissor específico até um determinado destino. Por isso, o acesso dos Estados Unidos ao Reino Unido e o acesso do Reino Unido aos Estados Unidos são avaliados como duas rotas distintas.
Classificações de passaportes, páginas de requisitos de visto, relatórios nacionais, registos históricos de mobilidade, comparações continentais, classificações regionais, grupos de organizações internacionais e outras páginas temáticas são produzidos a partir da mesma estrutura central de dados.
As páginas de classificação mostram quais destinos podem ser alcançados com um passaporte e qual o estatuto de entrada aplicável. As páginas de requisitos de visto analisam a mesma relação no sentido inverso e explicam quais passaportes podem entrar num destino e em que condições.
Não são criadas pontuações independentes para comparações globais, continentais, regionais ou temáticas. Os mesmos dados verificados são filtrados de acordo com o grupo relevante e reordenados segundo regras comuns publicadas previamente.
RECOLHA E VERIFICAÇÃO DE DADOS
O Passport Reports não baseia os seus dados numa única página da internet, num fluxo automatizado ou numa lista de terceiros. A informação global de viagens é utilizada para acompanhamento amplo e comparação. Em seguida, os registos são analisados através de investigação interna e confrontados com fontes oficiais dos governos.
O processo de dados inclui cinco etapas principais: acompanhamento da informação mundial de viagens, investigação interna, comparação com fontes oficiais, registo de alterações e revisão periódica dos dados.
A prioridade é atribuída aos organismos oficiais que estabelecem ou aplicam as regras de entrada. Autoridades de imigração, serviços de fronteira, ministérios dos Negócios Estrangeiros e do Interior, portais governamentais, embaixadas, consulados e plataformas de vistos autorizadas pelos Estados constituem as principais fontes de verificação.
Os dados globais de viagens permitem identificar rapidamente alterações em todo o mundo, comparar informações de diferentes fontes e acompanhar de forma sistemática todas as relações entre passaportes e destinos. As fontes oficiais confirmam o alcance jurídico da regra, a sua data de entrada em vigor e a forma como se aplica aos titulares de passaportes comuns.
Quando é identificada uma nova regra, ela não é transferida diretamente para a classificação publicada. Primeiro verifica-se se a regra se aplica a passaportes comuns, se exige pedido ou autorização antes da viagem, se o procedimento constitui um visto ou uma autorização de viagem e quais condições adicionais existem.
Cada alteração relevante é comparada com o registo em vigor. São mantidos o estatuto anterior, o novo estatuto, a fonte da alteração, a data do anúncio, a data de entrada em vigor e o impacto na classificação. Assim, é possível acompanhar não apenas o resultado atual, mas também quando e por que razão ele mudou.
Quando as fontes oficiais divergem, são avaliados em conjunto o comunicado da autoridade responsável pela aplicação da regra, a data de publicação, a data de entrada em vigor e a aplicabilidade aos passaportes comuns. Decisões anunciadas, mas ainda não vigentes, não alteram antecipadamente a classificação atual.
Registos afetados por divergências não resolvidas ou por condições de aplicação pouco claras não são apresentados como resultados definitivos. São acompanhados por notas explicativas e permanecem em revisão.
CATEGORIAS DE ENTRADA E PONTUAÇÃO DE MOBILIDADE
Cada rota é atribuída a uma única categoria principal de entrada. A Pontuação de Mobilidade corresponde à soma das rotas sem visto, com visto à chegada e com eTA (Autorização Eletrónica de Viagem) que podem ser utilizadas sem obter previamente um visto consular tradicional.
Pontuação de Mobilidade = Sem visto + Visto à chegada + eTA (Autorização Eletrónica de Viagem)
O acesso sem visto abrange as rotas em que, em condições normais, não é necessário obter um visto ou visto eletrónico antes da partida.
O visto à chegada abrange as rotas em que a autorização necessária pode ser obtida na fronteira, no aeroporto ou noutro ponto de chegada.
A eTA (Autorização Eletrónica de Viagem) é uma autorização eletrónica que não é juridicamente classificada como visto, mas deve ser obtida antes da viagem.
A categoria Visto obrigatório inclui as rotas em que é necessário obter antes da partida um visto consular ou um visto eletrónico que juridicamente possui natureza de visto.
Entrada não permitida é apresentada separadamente de Visto obrigatório quando não existe uma via normal de admissão.
O facto de um procedimento ser realizado pela internet não transforma a viagem em acesso sem visto. Vistos eletrónicos que são juridicamente vistos, exigem análise documental ou dependem de aprovação governamental antes da partida não são acrescentados à Pontuação de Mobilidade.
O Passport Reports analisa a natureza real do procedimento e não apenas a sua designação. Expressões como “permissão”, “autorização”, “registo eletrónico” ou “visto eletrónico” não determinam, por si só, a categoria. São considerados o pedido que o viajante deve apresentar, os documentos exigidos, a forma como a decisão é tomada e a classificação jurídica do processo.
Esta abordagem não equipara automaticamente um pedido online a uma viagem sem visto. A Pontuação de Mobilidade mede os destinos acessíveis sem concluir, antes da partida, um procedimento de visto tradicional ou eletrónico.
REGRAS DE CLASSIFICAÇÃO E DESEMPATE
Os passaportes são ordenados primeiro pela Pontuação de Mobilidade. Quando dois ou mais passaportes têm a mesma pontuação, compara-se o número de destinos sem visto. Se esse valor também for igual, considera-se o número de destinos com eTA (Autorização Eletrónica de Viagem) e, em seguida, o número de vistos à chegada.
Pontuação de Mobilidade → Acesso sem visto → eTA (Autorização Eletrónica de Viagem) → Visto à chegada
Quando os quatro valores são idênticos, os passaportes partilham a mesma posição. A ordem alfabética serve apenas para apresentar de forma organizada os países com classificação conjunta e não altera a posição global.
Este método reconhece que dois passaportes com a mesma pontuação total podem não oferecer o mesmo grau de facilidade de viagem. Um passaporte cujo acesso é maioritariamente sem visto não possui a mesma estrutura de acesso que outro que atinge o mesmo total sobretudo através de vistos à chegada.
O Passport Reports reflete essa diferença na classificação. O acesso sem visto tem prioridade no desempate porque não exige pedido antes da viagem nem procedimento de visto na chegada. A eTA (Autorização Eletrónica de Viagem) é considerada antes do visto à chegada porque não é juridicamente um visto e, em geral, exige um procedimento prévio mais limitado.
Este sistema evita perdas de posição que podem ocorrer quando apenas a pontuação total é considerada. Impede que um passaporte com acesso sem visto mais amplo seja tratado como totalmente equivalente a outro que alcança a mesma pontuação através de um número maior de vistos à chegada. Assim, a classificação representa com maior precisão a composição real do acesso de cada passaporte.
Dimensão económica, rendimento por habitante, população, desenvolvimento humano, influência política, poder militar e reputação do país não são utilizados para resolver empates. A posição depende exclusivamente das condições reais de entrada.
CLASSIFICAÇÕES GLOBAIS, CONTINENTAIS E REGIONAIS
A Classificação Global compara todos os passaportes incluídos no conjunto de dados.
A Classificação Continental é calculada apenas entre os países atribuídos ao mesmo continente principal.
A Classificação Regional indica a posição de um país dentro de um grupo geográfico definido.
A Classificação Temática mostra uma comparação baseada numa característica comum, na participação numa organização internacional ou no acesso a um destino específico.
As classificações regionais e temáticas não substituem a classificação global e não utilizam uma fórmula diferente para a força do passaporte. São aplicadas a mesma Pontuação de Mobilidade e as mesmas regras de desempate, limitando o cálculo ao grupo selecionado.
Um passaporte pode ocupar uma posição global e outra dentro da NATO, do G7, G20, OCDE ou outro grupo. A posição no grupo indica apenas o lugar entre os passaportes desse grupo e não altera a classificação global.
A Taxa de Acesso Global é calculada dividindo a Pontuação de Mobilidade pelo número total de destinos no universo de comparação. Indica a proporção de destinos acessíveis sem visto, com visto à chegada ou com eTA (Autorização Eletrónica de Viagem).
CLASSIFICAÇÃO CONTINENTAL
Cada país recebe um único continente principal em todo o sistema. A mesma classificação é mantida em todas as páginas, incluindo no caso de países transcontinentais. A participação num grupo regional, político ou económico não altera o continente principal.
O grupo África inclui os países atribuídos a África no modelo central.
O grupo Ásia reúne os países cujo continente principal é a Ásia, incluindo as classificações de Ásia Oriental, Meridional, Sudeste Asiático, Ásia Central e Ásia Ocidental.
O grupo Europa inclui os países atribuídos à Europa segundo a regra comum aplicada aos Estados transcontinentais.
O grupo América do Norte abrange os países cujo continente principal é a América do Norte e os Estados das Caraíbas classificados nesse continente.
O grupo América do Sul compara os países atribuídos a esse continente.
O grupo Oceânia inclui Austrália, Nova Zelândia e os Estados insulares do Pacífico atribuídos à Oceânia.
COMPARAÇÕES REGIONAIS
As comparações regionais apresentam países que partilham um contexto geográfico numa camada distinta da classificação continental. As pertenças regionais são definidas no modelo central e aplicadas da mesma forma em todas as versões linguísticas.
A comparação Médio Oriente ordena os passaportes dos países incluídos nessa região dentro do sistema.
A comparação Países do Golfo mostra a força dos passaportes dos países incluídos no grupo do Golfo definido centralmente.
A comparação Ásia Central calcula as posições internas dos países da região sem alterar as respetivas classificações continentais na Ásia.
A comparação Caraíbas apresenta os passaportes da região como grupo separado sem alterar a atribuição continental principal dos países.
A inclusão num grupo regional não atribui pontos adicionais ao passaporte. A página regional apenas limita os dados centrais aos membros selecionados e aplica as mesmas regras de classificação.
COMPARAÇÕES TEMÁTICAS
As comparações temáticas agrupam países segundo uma característica comum, uma participação internacional, uma política de viagens ou uma questão específica de acesso. Não criam uma nova pontuação global. Os dados centrais são filtrados de acordo com o tema escolhido e apresentados conforme a finalidade da página.
População, língua oficial, moeda, forma de governo ou participação numa organização internacional não são acrescentadas à Pontuação de Mobilidade. Estas informações apenas determinam quais países pertencem ao mesmo grupo de comparação.
COMPARAÇÕES DE ABERTURA E RESTRIÇÃO
A classificação dos Países Mais Acolhedores não mede a força do passaporte nacional, mas a amplitude do acesso que cada destino oferece aos passaportes estrangeiros.
A Pontuação de Abertura corresponde ao número total de passaportes estrangeiros admitidos sem visto, com visto à chegada ou com eTA (Autorização Eletrónica de Viagem). Em caso de empate, fica à frente o país que oferece mais acessos sem visto. Se esse número também for igual, compara-se primeiro a quantidade de eTA (Autorização Eletrónica de Viagem) e depois os vistos à chegada. Quando todos os valores são idênticos, os países partilham a mesma posição.
A classificação dos Países Mais Restritivos compara os destinos que exigem visto antes da viagem ao maior número de titulares de passaportes estrangeiros.
A restrição é determinada primeiro pelo número de passaportes na categoria Visto obrigatório. Em caso de empate, é considerado mais restritivo o país que concede menos acesso sem visto, seguido pelo que oferece menos eTA (Autorização Eletrónica de Viagem) e vistos à chegada. Quando todos os valores são idênticos, os países partilham a mesma posição.
As classificações de abertura e restrição não medem a força do passaporte do próprio país. Comparam a política de entrada aplicada a visitantes estrangeiros. Um país pode ter um passaporte forte e manter regras mais rigorosas para visitantes, ou ter uma Pontuação de Mobilidade inferior e oferecer um acesso amplo a estrangeiros.
COMPARAÇÕES POR CARACTERÍSTICAS DO PAÍS
As comparações por Língua Oficial agrupam os países de acordo com as línguas oficiais registadas no perfil central. Um país com mais de uma língua oficial pode aparecer em mais de um grupo. Dentro de cada grupo são aplicadas a mesma Pontuação de Mobilidade e as mesmas regras de desempate.
As comparações por Moeda agrupam os países segundo a principal moeda oficial registada. Os passaportes de países que utilizam a mesma moeda são comparados entre si. O valor económico ou a importância global da moeda não afeta a posição.
As comparações por Forma de Governo agrupam os países através de classificações constitucionais e administrativas padronizadas. Ser república, monarquia ou outra forma de governo não atribui pontos adicionais. A forma de governo apenas define o grupo de comparação.
A comparação por População apresenta os países segundo a estimativa populacional registada. A população não faz parte da Pontuação de Mobilidade e não altera a classificação global. A página permite observar em conjunto a dimensão populacional e a mobilidade do passaporte.
GRUPOS DE ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS E COOPERAÇÃO
As páginas dedicadas a organizações internacionais e grupos de cooperação comparam os passaportes nacionais dos respetivos membros. A participação não acrescenta pontos e não implica a existência de um regime comum de vistos.
Este método é aplicado às páginas da NATO, G7, G20, OCDE, Organização Mundial do Comércio, Organização de Cooperação Islâmica, Organização para a Cooperação de Xangai, União Africana, Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, APEC, Liga Árabe, ASEAN, BRICS, CARICOM, CELAC, Comunidade das Nações, OPEP, OPEP+, D-8, MERCOSUL e G77.
Cada página seleciona primeiro os passaportes nacionais do grupo com base na tabela central de membros. Depois compara-os por Pontuação de Mobilidade, acesso sem visto, eTA (Autorização Eletrónica de Viagem) e visto à chegada.
Uma organização que não emite passaporte próprio não é adicionada à classificação como passaporte separado. A comparação é feita entre os passaportes nacionais incluídos no conjunto de dados.
A página do G7 compara apenas os passaportes nacionais representados no grupo. A página da NATO mostra exclusivamente os passaportes dos países membros. O mesmo método é aplicado ao G20, BRICS, OCDE, APEC e às restantes páginas de organizações.
A importância política, militar ou económica desses grupos não entra na fórmula. A participação apenas define o alcance da comparação. Cada passaporte mantém os mesmos dados e regras de cálculo utilizados na classificação global.
COMPARAÇÕES DE ACESSO A DESTINOS ESPECÍFICOS
As páginas de acesso ao Espaço Schengen, Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, China e outros destinos mostram os passaportes que podem entrar num país ou numa área comum sem obter um visto tradicional.
Estas páginas não criam um índice independente. Filtram os passaportes registados na tabela central com acesso sem visto, visto à chegada ou eTA (Autorização Eletrónica de Viagem) ao destino selecionado.
Os passaportes que exigem visto consular ou eletrónico antes da viagem não são incluídos na lista de acesso facilitado. O tipo de acesso associado a cada passaporte é apresentado separadamente.
A ordem não depende apenas do tipo de acesso ao destino escolhido. Os passaportes são ordenados segundo a Pontuação de Mobilidade geral e as regras padrão do Passport Reports. Assim, a página mostra quem pode alcançar um destino sem visto tradicional, mantendo ao mesmo tempo a força global de mobilidade de cada passaporte.
A página do Espaço Schengen não atribui uma pontuação à área comum como se fosse um país independente. Apresenta, através de um filtro específico, os passaportes que possuem acesso Schengen nos registos centrais.
As páginas dos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, China e outros destinos seguem a mesma lógica. Não são sistemas autónomos de avaliação de vistos, mas vistas filtradas dos dados centrais para um objetivo de viagem específico.
RELATÓRIOS DE PAÍS E REQUISITOS DE VISTO
Os relatórios de passaporte reúnem a tabela de acesso atual, a classificação calculada, informações do país e dados históricos de mobilidade.
As páginas de requisitos de visto mostram a mesma relação no sentido inverso. Os países emissores são classificados de acordo com o estatuto de entrada no destino selecionado.
Duração máxima da estadia, registo turístico, procedimentos eletrónicos, utilização de determinados postos fronteiriços, posse de visto válido de um terceiro país, autorização de residência, meio de transporte exigido ou restrição de entrada são apresentados separadamente ao lado da categoria principal.
A categoria principal representa a regra geral para titulares de passaportes comuns. Exceções aplicáveis a grupos específicos de viajantes ou a condições especiais são explicadas em notas.
Uma isenção disponível apenas para viajantes com visto válido dos Estados Unidos, Espaço Schengen, Reino Unido ou Canadá não é tratada como acesso geral sem visto para todos os titulares do mesmo passaporte.
Autorizações limitadas a determinadas companhias aéreas, postos fronteiriços, países de residência, grupos etários ou motivos de viagem são explicadas separadamente da regra geral.
DADOS HISTÓRICOS E GESTÃO DE VERSÕES
Os dados atuais e os registos históricos são mantidos em conjuntos separados. Uma correção relativa a um ano anterior não faz os dados do ano corrente parecerem recentemente atualizados.
Cada alteração relevante mantém a sua própria data e versão. Quando o estatuto de entrada de uma rota muda, o registo anterior não é eliminado. Permanece disponível para comparação histórica, auditoria e acompanhamento de alterações.
A Data de Publicação indica quando o conteúdo foi disponibilizado ao público pela primeira vez.
Última Atualização indica quando os dados ou um conteúdo significativo apresentado aos utilizadores foram alterados.
Última Verificação indica quando o registo foi novamente analisado, mesmo que nenhuma alteração tenha sido encontrada.
Uma transferência técnica, atualização de ficheiros, operação de cache ou novo armazenamento da mesma informação não altera a data de Última Atualização. Essa data só avança quando muda informação significativa visível para os utilizadores.
Se a data de anúncio de uma política de vistos for diferente da data de entrada em vigor, as duas são tratadas separadamente. A classificação é atualizada quando a regra começa efetivamente a ser aplicada.
PRIORIDADE DAS FONTES E NORMALIZAÇÃO
O Passport Reports não copia diretamente para a classificação a formulação utilizada numa fonte. Cada informação é convertida numa categoria padronizada depois de analisados o procedimento real de entrada e a sua natureza jurídica.
As categorias padrão são: Sem visto, Visto à chegada, eTA (Autorização Eletrónica de Viagem), Visto eletrónico, Visto obrigatório, Entrada não permitida e Acesso condicionado.
Países diferentes podem utilizar nomes distintos para o mesmo procedimento. Dois países que usam o mesmo nome também podem aplicar processos diferentes. Por isso, a classificação não depende apenas do termo utilizado, mas das etapas que o viajante deve concluir antes da partida.
Um procedimento que exige pedido formal de visto, envio de documentos, pagamento e aprovação governamental prévia não é considerado eTA (Autorização Eletrónica de Viagem) apenas porque é realizado online.
Os controlos eletrónicos prévios descritos como autorizações de viagem, que não são juridicamente vistos e se aplicam a viajantes isentos de visto, são incluídos na categoria eTA (Autorização Eletrónica de Viagem).
A designação utilizada na fonte não precisa de coincidir literalmente com a categoria do Passport Reports. A normalização transforma os diferentes termos utilizados pelos países num modelo comum e comparável.
REGRAS DE ENTRADA CONDICIONADA
Tipo de passaporte, idade, país de residência, motivo da viagem, companhia aérea, posto fronteiriço, posse de visto válido de um terceiro país ou de autorização de residência podem alterar a elegibilidade.
Quando a apresentação de uma rota com uma única etiqueta sem condições seria enganadora, a categoria principal é publicada com uma nota explicativa.
As exceções concedidas a quem possui determinado visto ou autorização de residência não são tratadas como acesso geral sem visto para todos os viajantes com o mesmo passaporte.
As autorizações limitadas a determinadas companhias aéreas, fronteiras, zonas de trânsito ou motivos de viagem são apresentadas separadamente da regra geral.
As regras de turismo, negócios, trânsito, trabalho, estudo e residência de longa duração não são misturadas. A classificação baseia-se em viagens de curta duração com passaporte comum.
REVISÃO PERIÓDICA
Como as regras de vistos e fronteiras mudam com frequência, os registos não são verificados apenas no momento da primeira publicação. Os dados são revistos periodicamente e novas comunicações são comparadas com os registos em vigor.
Quando uma nova regra é identificada, a data do anúncio, a data de entrada em vigor, o tipo de passaporte abrangido e o motivo da viagem são analisados separadamente.
Uma decisão que ainda não entrou em vigor não é refletida de forma a alterar antecipadamente o estatuto de acesso atual.
Se uma fonte oficial for removida, redirecionada ou alterada, o registo correspondente é novamente revisto. Uma mudança técnica da fonte não significa, por si só, que o estatuto de entrada tenha mudado.
Mesmo quando nenhuma alteração é encontrada, a revisão é registada através da data de Última Verificação. Os utilizadores podem ver não apenas quando os dados mudaram, mas também quando foram verificados mais recentemente.
UMA ESTRUTURA DE DADOS COMUM EM 34 LÍNGUAS
Todas as línguas suportadas utilizam o mesmo modelo central. Não são produzidos uma Pontuação de Mobilidade, categoria de entrada ou posição diferentes para uma língua específica.
Dados numéricos, estatutos de entrada, classificações, participações e datas são gerados a partir da mesma fonte central em todas as versões linguísticas.
As explicações e os textos da interface não são traduzidos palavra por palavra. São redigidos de forma natural, clara e de acordo com as convenções de cada língua.
As páginas em árabe, persa, urdu, hebraico e sorani são publicadas da direita para a esquerda; todas as outras são apresentadas da esquerda para a direita.
Quando um registo nacional é atualizado no sistema central, a alteração é refletida em todas as versões linguísticas através da mesma estrutura de dados.
CONTROLO DE QUALIDADE
Antes e depois da publicação são verificados conflitos de categorias, totais da Pontuação de Mobilidade, regras de desempate, posições partilhadas, coerência de datas, consistência linguística e validade dos dados estruturados.
A mesma rota não pode pertencer simultaneamente a mais de uma categoria principal.
Quando um estatuto de entrada muda, são recalculados os efeitos sobre a Pontuação de Mobilidade, classificação global, classificação continental, classificações regionais, grupos de organizações e páginas temáticas relevantes.
O modelo central impede que relatórios de passaporte, páginas de requisitos de visto, classificação global, páginas continentais, páginas de organizações internacionais e páginas de acesso a destinos apresentem resultados diferentes com base na mesma informação.
Movimentos incomuns de pontuação, diferenças súbitas de categoria, registos em falta e divergências entre fontes são assinalados para nova revisão.
Quando um registo é processado novamente por motivos técnicos sem alteração do significado, a data de atualização semântica permanece inalterada.
TRANSPARÊNCIA, JUSTIÇA E LIMITAÇÕES
O Passport Reports não modifica a classificação de acordo com as expectativas de um país, o seu peso político, força económica ou imagem pública. Os resultados são produzidos segundo regras de classificação e cálculo publicadas antecipadamente.
A metodologia aplica as mesmas regras a todos os passaportes. Um critério utilizado para um país não é alterado para outro. Este princípio protege a comparação justa, reforça a coerência dos resultados e impede perdas de posição causadas por fatores externos.
O objetivo não é criar uma classificação incontestável ou capaz de agradar a todos. É apresentar as regras de entrada vigentes de forma precisa, comparável, rastreável e auditável.
A classificação de passaportes não avalia o valor geral de um país, a qualidade de vida, a força económica, a importância política ou as qualidades pessoais dos seus cidadãos. Compara apenas o acesso internacional de curta duração disponível aos titulares de passaportes comuns.
As regras de vistos e fronteiras podem mudar com pouca antecedência. A admissão pode depender também do motivo da viagem, dos documentos, do histórico de viagens, das regras do transportador, dos requisitos de saúde e da avaliação das autoridades de fronteira.
As informações publicadas pelo Passport Reports destinam-se à comparação e à informação geral. A decisão final sobre a viagem e a entrada cabe sempre ao governo competente, à autoridade de imigração, ao consulado, ao transportador ou à autoridade de fronteira.
